Gana vence Sérvia e garante primeira vitória africana na Copa do Mundo

Gyan, de pênalti, faz o gol em Pretória na abertura do grupo D do torneio

O jogo era de estreia, mas já tinha a dramaticidade de um 'confronto direto' por vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo. Com a sempre favorita Alemanha na mesma chave, Gana e Sérvia sabiam que a vitória neste domingo seria de fundamental importância para dar um passo rumo à próxima fase na África do Sul.

E quem levou a melhor foi a seleção africana, que venceu por 1 a 0 no estádio Loftus Versfeld, em Pretória. Gyan, cobrando pênalti aos 38 minutos do segundo tempo, marcou o gol na partida de abertura do grupo D.

Os ganeses eram maioria no estádio (o público foi de 38.833 pagantes) e viviam a expectativa da primeira vitória africana no Mundial, que até então nunca havia sido disputado no continente. Os torcedores de Gana viram a equipe ser mais criativa ao longo do jogo, mas só explodiram de alegria quando o confronto já se encaminhava para o fim.

Após o apito final, uma cena emocionante. Os jogadores ganeses deram uma volta no gramado com a bandeira do país. O atleta mais festejado foi o goleiro Kingson, que completava 32 anos. De presente, levou um banho de água ainda em campo.

Asamoah Gyan comemoração Gana
Gyan comemora o seu gol de pênalti, que garantiu a vitória de Gana sobre a Sérvia (Foto: AFP)

Pela primeira vez na história, a seleção europeia disputou uma partida de Mundial como nação totalmente independente. Antes, jogou nove edições aliada à extinta Iugoslávia e uma ao lado de Montenegro, em 2006.

O duelo marcou ainda um encontro inusitado. O treinador Milovan Rajevac, que dirige Gana desde 2008, é sérvio de nascimento e teve de encarar seu país de origem.

Outro fato curioso aconteceu fora das quatro linhas. O placar eletrônico do estádio mostrou um cartaz levado por brasileiros com a frase, escrita em inglês: 'Sérvia, o Brasil que saber onde está Petkovic'. O meia, que defende o Flamengo, está com 37 anos e viveu grande fase em 2009, mas não foi convocado pelo técnico Radomir Antic.

A Sérvia volta a campo na próxima sexta-feira para encarar a Alemanha, às 8h30m (de Brasília), em Porto Elizabeth. No dia seguinte, às 11h, Gana enfrenta a Austrália em Rustemburgo.

Primeiro tempo equilibrado

O jogo começou animado. A Sérvia finalizou pela primeira vez logo aos 12 segundos, quando Pantelic viu o goleiro Kingson adiantado e arriscou de longe, para fora. A resposta de Gana veio em seguida, com Annan também chutando pela linha de fundo.

Aos três minutos, Gyan cobrou falta com perigo e o goleiro Stojkovic só acompanhou a bola passar por cima da meta. Melhor em campo, apesar os passes errados, o time africano voltou a incomodar aos 14. Asamoah bateu cruzado, da entrada da área, e Zigic cortou.

Usando como principal arma a jogada aérea, apesar da alta estatura da zaga adversária, Gana ameaçou de novo aos 19. Asamoah alçou na área e Mensah tocou de cabeça para fora. Boatemi, aos 23, também cruzou com perigo e Gyan não abriu o placar por pouco.

A Sérvia melhorou na segunda metade da etapa e voltou a atacar aos 26 minutos. Em uma jogada ensaiada, Pantelic apareceu livre pelo lado direito da área, mas não conseguiu dominar a bola e perdeu boa chance. Aos 28, Kolarov cobrou falta com estilo, à esquerda Kingson. Pantelic, em novo ataque sérvio, também errou o alvo, acertando o lado de fora da rede aos 31.

Principal jogador sérvio, Stankovic só apareceu aos 38 minutos. Ele arriscou de fora da área e Kingson, todo enrolado, fez a defesa em dois tempos e deu um susto nos africanos. No último bom lance antes do intervalo, Aywe, filho do ídolo ganês Abedi Pelé, cruzou na área e Tagoe chegou atrasado para finalizar.

Expulsão e gol de pênalti em segundo tempo movimentado

No segundo tempo, o primeiro ataque perigoso foi da Sérvia. Após jogada ensaiada aos quatro minutos, Jovanovic ficou com a bola pelo lado na área, mas chutou de forma bisonha. Novamente apostando em lances aéreos, Gana levou perigo aos oito, quando Ayew apareceu atrás de Vidic e tocou de cabeça para fora.

Mais solto em campo, Ayew avançou pela intermediária e chutou à esquerda do gol de Stojkovic, aos 11. Três minutos depois, Gyan levou a melhor pelo alto e tocou de cabeça, mas a bola acertou a trave. O gol de Gana estava amadurecendo.

Porém, os erros de finalização se sucediam, como aconteceu com Tagoe aos 15. Para tentar equilibrar as ações, o técnico sérvio Radomir Antic fez duas alterações, trocando Milijas por Kuzmanovic e Zigic por Lazovic. Enquanto isso, Milovan Rajevac botou Appiah na vaga de Asamoah no time ganês.

A situação da Sérvia se complicou aos 29, quando Likovic foi expulso após acumular o segundo cartão amarelo na partida. Subotic entrou no lugar de Jovanovic para recompor a zaga europeia e segurar a pressão africana.

Entretanto, a equipe sérvia criou boas oportunidades na sequência. Krasic recebeu na área e bateu com estilo aos 33, obrigando Kingson a fazer uma linda defesa. Aos 36, Ivanovic desceu em velocidade e chutou por cima do gol.

Aos 37 minutos, aconteceu o lance crucial. Após cruamento na área, Kuzmanovic colou a mão na bola e o árbitro argentino Hector Baldassi não teve dúvida: pênalti para Gana. Gyan cobrou com categoria, deslocou Stojkovic e abriu o placar do jogo aos 38.

Com um a menos, a Sérvia não teve forças para reagir. Nos minutos finais, Gyan ainda acertou a trave, mas estava impedido. Aí restou a Gana segurar o resultado e garantir a festa dos africanos em Pretória.

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Torcida argentina se divide sobre competência de Maradona

Parte dos torcedores no Ellis Park não acredita no sucesso do Pibe como técnico da seleção. Outros idolatram o eterno camisa 10

A partir do momento que virou técnico, Diego Maradona deixou de ser unanimidade na Argentina. Há quem o adore mesmo sem bons resultados na nova função, como aqueles que não acreditam no sucesso do time sob seu comando. A divisão está presente ao redor do Ellis Park neste sábado, onde os hermanos estreiam na Copa do Mundo contra a Nigéria, às 11h (de Brasília).

- Nós seremos campeões, com Maradona. Gosto dele, ele conseguiu formar um bom time agora. E temos Messi, que será o melhor do mundo – disse Silvio, que mora em Tucumán.

torcedor com bandeira da argentina no ellis park
Silvio exibe a bandeira com a cara de Diego Maradona: 'Há um D10s na Terra' (Foto: Thiago Dias)

Mas Silvio não é o melhor exemplo para falar do Pibe. Fanático pelo eterno camisa 10 argentino, o torcedor exibia orgulhoso uma bandeira com a cara de Maradona (ainda sem barba, dos tempos de jogador) e a frase “Há um D10s na Terra”.

Menos empolgados com Diego fora de campo, os amigos Mario e Ezequiel mostravam-se duvidosos sobre a competência de Maradona como treinador. Para eles, a Argentina vai vencer a Nigéria por 3 a 0. Mas para chegar à final da Copa será complicado.

- Não gosto do Maradona treinador, ele não é bom nesta função. Temos um time bom, que não depende só do Messi, mas falta algo. Acho que chegamos às quartas de final. Isso é certo. Mas, depois, ninguém sabe – disse Mario.

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Shows musicais abrem a Copa do Mundo nesta quinta-feira

Um grande concerto com vários artistas internacionais, como Shakira, Alicia Keys, Juanes e Black Eyed Peas será celebrado nesta quinta-feira, a partir das 15h (de Brasília), no estádio Orlando, em Soweto, na véspera da rodada de abertura da Copa do Mundo da África do Sul. A TV Globo e o GLOBOESPORTE.COM irão transmitir ao vivo.

Principal atração, a colombiana Shakira será a última a se apresentar com a execeução de três músicas, entre ela "Waka Waka - Time for África" (A hora da África), tema do Mundial, com o grupo pop sul-africano Freshlyground. É aguardado um público de 36 mil pessoas na festa. Os ingressos, que custavam até 1400 rands (R$ 3200), esgotaram-se rapidamente.

Shakira crianças Soweto campanha social Shakira, com crianças de Soweto, será uma das atrações no show de abertura da Copa (Foto: Reuters)

Além dos movimentos sensuais que habitualmente faz em seus shows, Shakira prometeu também uma coreografia tipicamente africana. O também colombiano Juanes e os americanos Alicia Keys e John Legend farão parte da festa, junto com estrelas africanas de renome internacional, tais como Angélique Kidjo, Amadou e Mariam e Gospel Choir. Vários jogadores também participarão do evento, mas os organizadores preferiram manter seus nomes em sigilo.

- Este concerto não só é um tributo ao início da Copa do Mundo, também é um tributo à música africana - explicou Kevin Wall, ao apresentar os últimos detalhes do show, que contará com ainda com a atuação de Alicia Keys, K'Naan e Angelique Kidjo.

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Simulação com game dá Espanha como campeã e Brasil como vice

No jogo FIFA 2010, a decisão do título seria 3 a 1 para a Fúria. Kaká ganharia como melhor jogador e o artilheiro seria o espanhol David Villa

A fabricante do Fifa Soccer, o jogo de futebol autorizado pela entidade maior do futebol mundial, já sabe quem vai ganhar a Copa. Usando um Xbox 360, a EA Sports simulou todos os confrontos da Copa, um por um, e chegou a uma final entre Brasil e Espanha – com vitória da Fúria por 3 a 1.

simulação video game do jogo de futebol da EA dá espanha  campeã e Brasil vice
Simulação da EA Sports aponta a Espanha como campeã da Copa 2010 (Foto: Reprodução )

Além disso, o simulador trouxe também Kaká como melhor jogador, David Villa, da Espanha, como artilheiro (com 7 gols) e a anfitriã África do Sul como primeiro time a ser eliminado.

Na simulação, na qual o “computador” jogou pelos dois times, o Brasil abriu o placar aos 30 minutos do primeiro tempo – e com um gol de Felipe Melo! A Espanha empatou aos 42, com David Villa, após falha de Júlio César. No segundo tempo, Villa marcou o segundo aos 16... e Fábregas marcou o terceiro aos 43 minutos, decidindo o jogo.

Mas o percurso da Fúria até as finais não foi fácil. Nas quartas de final, os espanhóis eliminaram a Itália nos pênaltis (5 x 4) após um empate em 1 a 1 no tempo regulamentar. Na semifinal, Villa & Cia despacharam a Argentina vencendo por 2 a 1. Enquanto isso, o Brasil passou pela Holanda nas quartas (3 a 2) e ganhou da Inglaterra na semi, também nos pênaltis (5 x 4) depois de um empate em 2 a 2 no tempo normal.
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Antes do embarque à Copa, França perde para a China em amistoso


Franceses param no goleiro chinês e são derrotados com gol de falta de Zhuoxiang na etapa final, nas Ilhas Reunião

Depois da derrota da Itália na véspera, mais uma seleção campeã mundial sofreu um revés em amistosos preparatórios para o Mundial.

Em uma despedida melancólica de sua torcida, nesta sexta-feira, a França foi derrotada pela China, que não vai à África do Sul, por 1 a 0, gol de falta de Zhuoxiang aos 23 minutos do segundo tempo. O jogo foi disputado nas Ilhas Reunião, território francês que fica ao sudeste do continente africano, onde a equipe de Raymond Domenech faz sua preparação para a Copa.

O melhor jogador da partida foi, sem sombra de dúvidas, o goleiro chinês Zeng, que fez uma série de defesas importantes durante os 90 minutos de jogo.

A França começou o jogo com o domínio das ações, e logo a um minuto Malouda quase abriu o placar com um chute cruzado. Como uma prévia do que estava por vir, o arqueiro da seleção asiática impediu o gol.

Depois disso, a China equilibrou as ações, e as melhores chances da França, que teve o seu setor ofensivo com três atacantes em tarde apagada, vieram através do zagueiro Gallas. O jogador do Arsenal teve um gol anulado, e levou muito perigo nas bolas aéreas.

Com Henry e Valbuena em campo, o rendimento francês melhorou no segundo tempo, mas Zhuoxiang surpreendeu o goleiro Lloris com uma cobrança de falta cheia de efeito.

Logo após o gol, a França imprensou o rival em busca do empate. Zeng salvou a China em chute à queima-roupa de Henry e em cabeçada perigosa de Gourcuff. A pressão francesa foi até o último segundo, quando a zaga chinesa salvou um bate e rebate na pequena área.

A torcida francesa não teve outro jeito a não ser deixar o estádio decepcionada pelo resultado. E Raymond Domenech, novo recordista, com seu 76º jogo no comando da seleção, vai chegar à África do Sul pressionado pelos resultados inexpressivos nos últimos amistosos pré-Copa: Costa Rica (2 a 1), Tunísia (1 a 1) e China (0 a 1).

A França jogou com: Lloris; Sagna (Réveillère), Abidal, Gallas e Evra; Toulalan, Gourcuff e Malouda (Diaby); Govou (Valbuena), Anelka (Henry) e Ribery (Gignac).

A delegação azul viaja para a África do Sul neste sábado. Na próxima sexta-feira, dia 11 de junho, a seleção dirigida por Domenech estreia no Mundial contra o Uruguai na Cidade do Cabo.

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A uma semana da Copa, Dunga confirma mau momento de Kaká


Treinador diz que o meia está longe de repetir desempenho da temporada passada

Camisa 10 da seleção e maior esperança do Brasil, Kaká é o grande problema de Dunga para a Copa. E isso ficou mais claro nesta quinta-feira (3), na entrevista coletiva que o treinador e Jorginho, seu auxiliar, deram na África do Sul.

Perguntado sobre o desempenho do meia, o treinador disse que é impossível comparar a fase atual de Kaká com a que vivia há um ano.

- Ele já evoluiu. No primeiro coletivo estava muito sem ritmo. No amistoso [contra o Zimbábue] já se movimentou mais. Não dá para fazer uma análise do Kaká de um ano atrás com o de agora.

Kaká estava sem jogar havia quase um mês por causa de uma lesão na coxa. Nos últimos meses o meia conviveu com contusões (a principal delas uma pubalgia) e desfalcou o Real Madrid em diversas ocasiões. No meio do ano passado, época em que Dunga mencionou, Kaká fez boa temporada com o Milan e foi vendido para o clube espanhol. Chegou como grande esperança, mas as lesões dificultaram sua vida.

Em outro momento da entrevista, Dunga voltou a dizer que Kaká está longe do seu melhor.

- Ele estava ansioso no primeiro coletivo, fazia muito tempo que estava sem jogar. É normal que o Kaká, na cabeça dele, queira dar aquelas arrancadas, como se ele estivesse no melhor da forma. A gente tem que dosar.

Outras lesões

Dunga também comentou sobre os outros dois atletas que apresentam problemas físicos, e tentou passar tranquilidade. Sobre Juan, afirmou que o jogador foi poupado por ter sentido dores musculares “normais” e que participará do treino nesta quinta-feira. A recuperação de Julio César, que saiu do amistoso contra o Zimbábue com dores nas costas, será mais demorada.

- O Julio vai fazer um trabalho mais específico. Mas é uma pancada, em dois ou três dias está resolvido.


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